segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O Buda e o parente que se foi.

Um certo dia, uma mulher veio até Sidarta Gautama, conhecido como o Buda, e, com o filho morto nos braços, lhe pediu que o fizesse viver novamente. Muito abatida, a mulher chorava desesperada sem querer se desgarrar do lençol branco onde depositara a sua criança. O Buda a acalmou e pediu-lhe que trouxesse uma folha de oliveira de uma casa em que nunca houvesse morrido ninguém. Feito isto, ele prometeu que ressuscitaria o seu filho.


A mulher deixou o filho aos pés do Buda e saiu em sua jornada, esperançosa de encontrar uma folha daquela planta em uma casa em que ninguém tivesse morrido. A cada lugar em que a mulher batia, perguntava:
- Olá, aqui já morreu alguém algum dia?

As respostas dos que lhe atendiam iam da indiferença à raiva. Em cada residência sempre havia um parente que falecera. Muitos lhe pediam que não os fizesse sofrer mais Ao fim do dia, bastante cansada, a mulher retornou ao local onde se encontrava Sidarta Gautama, para relatar o seu fracasso: Batera em tantas portas e em nenhuma estava livre do falecimento de um ente querido.



O Buda então lhe disse:
- Perceba que em toda casa que você procurou a folha de oliveira havia um ente querido que já havia partido. Nenhum de nós está livre disto, do ciclo natural de vida e morte. Vá, enterre teu filho e siga em frente, porque um dia, mais cedo, serão os teus que chorarão a sua partida. E você, certamente, não gostaria que eles chorassem e sofressem a vida inteira por ti.

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